Está no ar...
Love Night
Love Night
Com Francisco Rodrigues
De 23h00 às 00h00
A seguir...
Fim da programação desta segunda-feira!
E depois tem...
Fim da programação desta segunda-feira!

GERAL > NOTICIA

Postada em 08/03/2017 ás 17h49 - atualizada em 08/03/2017 ás 17h49
Viva as compositoras que deram voz à mulher na música popular do Brasil
Viva as compositoras que deram voz à mulher na música popular do Brasil
Viva as compositoras que deram voz à mulher na música popular do Brasil

Música

Viva as compositoras que deram voz à mulher na música popular do Brasil





Diante das estatísticas estarrecedoras que contabilizam a violência praticada contra a mulher no Brasil, elas pedem que hoje, 8 de março de 2017, Dia Internacional da Mulher, lhes sejam ofertado o merecido e justo respeito. Como a data também motiva retrospecto da presença feminina na música popular do país, é dia de aplaudir as cantoras e compositoras do Brasil. No momento em que o empoderamento feminino é conquistado por artistas como a goiana Marília Mendonça (em alta no universo sertanejo) e a rapper curitibana Karol Conka, é dia de lembrar nomes que contribuíram decisivamente paraque  as mulheres tivessem voz no mundo da música. São compositoras que desafiaram a supremacia machista no exercício de ofício tradicionalmente dominado por homens desde antes de o samba ser samba.





Compositora que transitou com fluência entre os salões da música dita erudita e as ruas em que o povo cantava a então emergente música popular do Brasil, a maestrina e pianista carioca Chiquinha Gonzaga (1847 – 1935) foi a pioneira. Mas a abertura de alas por Chiquinha não acelerou as conquistas de Ivone Lara, compositora carioca que teve que ocultar a autoria feminina dos primeiros sambas que compôs para impor, aos poucos, a obra dela nos terreiros dos anos 1930 e 1940. Primeira dama do samba, Ivone Lara venceu a batalha. Assim como Dolores Duran (1930 – 1959), que primeiro teve que provar o talento como cantora para, aos poucos, adquirir o direito de gravar o próprio cancioneiro, referência da melhor música produzida no Brasil dos anos 1950, década em que Maysa (1936 – 1977), carioca criada no interior paulista, quebrou tabus em 1956 ao gravar e lançar um primeiro álbum com repertório inteiramente autoral.





Em atividade desde os anos 1960, Joyce Moreno aprimorou as conquistas de Dolores e Maysa ao compor obra escrita sob ótica explicitamente feminina – proeza até então inédita. Na década de 1970, a compositora Sueli Costa propagou, em vozes como as das cantoras Maria Bethânia e Simone, melodias de refinamento e sensibilidade realçadas pelas letras escritas por poetas (homens). Foi nessa década que Rita Lee, eterna mutante, carnavalizou o rock brasileiro e se consagrou. E que Marina Lima foi lançada como (ótima) compositora por Gal Costa em 1977, dois anos antes de empunhar uma guitarra e mostrar obra autoral que seria uma das mais perfeitas traduções da música pop brasileira dos anos 1980 e 1990.





Inserida no movimento pop roqueiro dos anos 1980, no qual foi projetada a cantora e compositora Paula Toller, Marina foi a primeira a gravar uma música de Angela Ro Ro, cantora e compositora carioca que deu passo adiante em 1979 com obra assumidamente passional. Foi em 1979 que surgiu também Fátima Guedes, expressiva compositora que já chegou com obra maturada. No início da década de 1980, mais precisamente já em 1980, Sandra de Sá emergiu como uma bissexta cantora e compositora negra na constelação majoritariamente branca da indústria fonográfica. Mas, aos poucos, se viu pressionada a ser mais cantora do que compositora até readquirir a independência artística em CDs recentes.



 



Na contramão do caminho pavimentado por Dolores Duran 30 anos antes, a paraibana Roberta Miranda primeiro teve que se impor como compositora no universo sertanejo para somente então conquistar o direito de gravar álbuns autorais que a tornaram uma das campeãs de vendas de discos no Brasil na segunda metade dos anos 1980, abrindo trilhas posteriormente seguidas por Paula Fernandes e, mais recentemente, por Marília Mendonça. Já a carioca Marisa Monte, revelada em 1987 com show de aura cult, primeiro conquistou o Brasil como cantora para somente em 1991 começar a gravar obra autoral que, a partir de então, foi dominante na discografia da artista, padrão de canto feminino nos anos 1990.





Marisa Monte abriu portas para Adriana Calcanhotto que, a partir do segundo álbum, Senhas (1992), também se impôs como compositora de obra refinada, com flertes vanguardistas. Em 1999, Maria Bethânia lançou Vanessa da Mata como compositora, três anos antes de a artista mato-grossense começar a firmar obra autoral de natureza intuitiva. Vanessa conquistou o próprio espaço ao longo dos anos 2000, década da confirmação da popularidade da cantora e compositora mineira Ana Carolina. Em 2005, a paulistana Céu começou a abrir caminhos numa cena independente contemporânea que projetou nomes como Tiê (em 2008) e Tulipa Ruiz (em 2010),  empoderadas por conta dos cancioneiros autorais. Empoderamento visível também no universo do funk, de onde foram projetadas Anitta e Ludmilla nos atuais anos 2010, e do rap, gênero de Karol Conka, que está prestes a lançar o segundo álbum. Essas cantoras, por serem também compositoras, deram voz às mulheres. Merecem aplausos e, sobretudo, respeito pela batalha cotidiana no mercado comum da música. Parabéns para todas elas, hoje, Dia Internacional da Mulher, e sempre!





(Crédito da imagem: mosaico com fotos de divulgação de Chiquinha Gonzaga, Ivone Lara, Dolores Duran, Maysa, Joyce Moreno, Marina Lima, Angela RoRo, Sandra de Sá, Roberta Miranda, Marisa Monte, Adriana Calcanhotto, Vanessa da Mata, Céu e Karol Conka)



 



 



 



 


FONTE: http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/post/viva-compositoras-que-deram-voz-mulher-na-musica-popular-do-brasil.html
PUBLICADO POR: Ana Paula Smitch (Jaru - RO)

COMENTÁRIOS

VEJA TAMBÉM

Patrocinadores

Programação   •    Locutores   •    Notícias   •    Mural de recados   •    Agenda de shows   •    Clipes   •    Contato

© Copyright 2017 :: Todos os direitos reservados