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Postada em 07/04/2021 ás 06h05 - atualizada em 07/04/2021 ás 06h05
Chapecó, cidade elogiada por Bolsonaro no combate à Covid, tem mortalidade maior que a média nacional
Município é o 4º em Santa Catarina com mais casos e o terceiro no número de mortes e precisou transferir pacientes para o ES. Especialistas apontam que restrições foram fundamentais para melhoria no sistema de saúde após colapso.
Chapecó, cidade elogiada por Bolsonaro no combate à Covid, tem mortalidade maior que a média nacional

Chapecó, no Oeste catarinense, se prepara para a visita do presidente da República, prevista para ocorrer na quarta-feira (7). Elogiada por Jair Bolsonaro (sem partido) pelo trabalho de combate ao coronavírus, a cidade, que soma 535 mortos pela doença, estava com 97% dos leitos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ocupados até a tarde desta terça-feira (6), registrou mortes na fila de espera por leito e chegou a transferir pacientes para o Espírito Santo por falta de vagas.



Com o colapso na saúde e com mais mortos pela doença do que a média nacional (veja mais abaixo), o município de 224 mil habitantes suspendeu as atividades não essenciais por 14 dias no fim de fevereiro. Alguns serviços, como restaurantes e mercados, que puderam ficar abertos tiveram mudanças no horário de funcionamento e redução da capacidade de clientes. Houve também restrição à circulação de pessoas à noite na cidade. Além disso, igrejas, parques e praças foram fechados e a prefeitura disse que ampliou o número de testes de diagnóstico da Covid.



Na segunda-feira (5), Bolsonaro falou sobre a viagem para verificar e mostrar como estava o trabalho em Chapecó. Durante o discurso, ele defendeu o "tratamento precoce" contra o coronavírus, mesmo sem eficácia comprovada, e também a liberdade dos médicos para prescreverem remédios. O presidente atribuiu a melhora da situação na cidade aos esforços dos médicos e elogiou o prefeito.



"Aquele município [Chapecó], com toda a certeza e em mais e em alguns estados também, o médico tem a liberdade total para trabalhar com o paciente, total. E esse é o dever do médico, é uma obrigação e um direito dele. Não tem um remédio específico, ele trata da melhor maneira possível. Por isso, os índices foram lá para baixo", disse.


 



Nesta terça-feira (6) a cidade também zerou a fila de espera por leito de UTI, segundo o governo do estado. Há em todo estado 200 pessoas esperando por vaga em UTI .



No entanto, especialistas ouvidos pelo G1 apontam que, na verdade, o que ajudou a frear a propagação do vírus nas últimas semanas foram as restrições adotadas pela cidade.



Em 5 de março, a cidade tinha 3,2 mil casos ativos da doença. Na segunda (5), eram 620 pessoas em tratamento, segundo o governo estadual.



 



"Imediatamente após as medidas já se percebeu uma desaceleração na curva de contágio, sendo que 14 dias depois, houve queda no número de pessoas com a doença ativa. Os efeitos das medidas restritivas foi imediato e é o responsável pela queda na taxa de indivíduos que permanecem com a doença", diz Lauro Mattei, professor de economia e coordenador do Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).


 



 



Apesar da melhora, para o professor da UFSC e também para Paulo Guerra, epidemiologista e professor do curso de Medicina da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), o momento ainda é de muito cuidado.



 



"A gente está num momento bom, num contexto muito ruim. O que se sucede é uma melhoria dentro de um contexto muito ruim. Esses indicadores de UTI e novos casos explicam isso", afirmou.


 



O professor defende que as medidas de isolamento e restrições de atividades continuem. Para ele, os efeitos práticos das medidas não são imediatos e, por isso, elas precisam ser mantidas.



A cidade, que foi notícia nacional após o flagrante de um morador que precisou ser transportado pela própria família na carroceria de um carro até o hospital na noite de 22 de fevereiro por causa da demora no atendimento, desativou o Centro de Eventos, aberto nos últimos meses. O local abrigou pacientes graves que não conseguiam vagas nos hospitais da região.



Paciente com Covid-19 é levado na caçamba de carro para hospital em Chapecó (SC) — Foto: Amanda Tomasi/Reprodução



Paciente com Covid-19 é levado na caçamba de carro para hospital em Chapecó (SC) — Foto: Amanda Tomasi/Reprodução



A agenda do presidente Bolsonaro vai incluir o centro e atendimento à Covid da cidade. Ele deve vir ao estado acompanhado do novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Essa é a sétima vez que o presidente vem ao estado, sendo que duas foram para descanso durante a pandemia.


FONTE: G1
PUBLICADO POR: Anilson rocha (Jaru - RO)

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